Duas situações vexatórias em um único dia. Assim foi resumido o vídeo onde os conselheiros Ari Moutinho Júnior e Luís Fabian Barbosa apareceram discutindo e trocando farpas no Tribunal de Consta do Estado (TCE-AM) comandado pela Conselheira Yara Lins.
Além de expor a tensão entre os pares, a cena marcou denúncias graves feitas por Ari Moutinho sobre a Seduc, que foi comandada por Fabian, Secretaria que Moutinho diz ser marcada por suspeitas de corrupção e inoperância.
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O bate-boca é mais um capítulo onde a imagem do TCE é ridicularizada durante a gestão de Yara Lins, que começou com o mesmo Ari Moutinho xingando a Conselheira, num episódio de violência que gerou um processo dela contra o colega.
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Em 2023, Ari Moutinho chamou a conselheira de “cachorra” e “safada”, sendo afastado de suas funções por crime de injúria.

“Fui cumprimentar o conselheiro Ari com um “bom dia”, e ele me respondeu, ‘bom dia nada sua safada, cachorra’, e me ameaçou”, disse Yara Lins“.
Porém, o Tribunal de Justiça suspendeu o afastamento e o próprio TCE arquivou o caso, deixando uma impressão de que a “sujeita foi varrida para debaixo do tapete”.
IMPORTUNAÇÃO
Recentemente, o TCE da gestão Yara Lins também se viu abalado por denúncias de dois servidores do órgão por importunação sexual.
Imagens e até comentários de teor sexual em aparelhos celulares foram apresentados como provas, incluindo ainda toques físicos não consentidos.
A tecnóloga em Recursos Humanos Brena Oliveira da Costa, vítima neste caso, deficiente auditiva, é quem fez as denúncias.
“Pelos gestos, pelas mãos. Na rotina de trabalho, eu tinha que ter contato com ele. Ia ao setor pegar o protocolo, ele pegava nas minhas mãos”, disse a jovem, que gravou a cena.

Apesar de ser comandado por uma mulher, o TCE foi acusado de não dar ouvidos à Brena, que ainda acabou dispensada.
A Rede Amazônica, na época, disse que teve acesso aos documentos da denúncia interna.
“O documento aponta que ela não aceitou o pedido de desculpas de um dos acusados e encerrou o processo na Ouvidoria da Mulher do TCE-AM, orientada por sua advogada, por acreditar que não havia vontade real de resolver a situação. O comitê informou que fez o que era possível administrativamente e recomendou que ela procurasse a polícia”, diz a matéria.

“Meu limite foi quando ele esfregou a minha perna debaixo da minha mesa. Ali foi o meu limite”, disse a denunciante, expondo as vísceras de uma situação que o TCE jamais tornou pública.
NOTA
Nossa equipe de jornalismo pediu um posicionamento da presidente do Tribunal de Contas do Estado, mas não obteve respostas.
O espaço segue aberto.


