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Vazio na política do Amazonas: Operação Erga Omnes foi reduzida à guerra de narrativas

A operação policial Erga Omnes, que prendeu servidores públicos e apontou uma suposta ligação dos poderes no Amazonas com o Comando Vermelho (CV), expôs as vísceras do baixo nível a que chegou a política no Amazonas. Em ano eleitoral, o conteúdo do que a polícia revelou ficou em último plano: a disputa tornou-se um duelo de narrativas sobre quem faturava mais com as relações entre os presos e seus elos nos gabinetes do alto clero amazonsense.

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A cereja do bolo foi a prisão da ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida (Avante). Anabela Cardoso Freitas, foi o filé mignon da oposição ao prefeito, pré-candidato a governador do Amazonas. A pré-candidata Maria do Carmo Seffair (PL), o deputado federal Alberto Neto (PL) e o vereador Rodrigo Gudes (PL), fatiaram o banquete.

Só que no meio do fogo cruzado, quem atira também leva chumbo.

CONTRA-ATAQUE

Enquanto a oposição descia o sarrafo no prefeito, a Secretaria de Comunicação de David Almeida escolheu uma estratégia pra lá de duvidosa. Tirou o prefeito das ruas, cancelou sua agenda e deixou ele “apanhar” nas redes sociais.

Enquanto os adversários deitavam e rolavam, o prefeito domo de máquina do tamanho da Prefeitura de Manaus, balançava nas cordas.

Após muita “surra”, a Secom distribuiu uma nota vazia, sem dados ou justificativas, replicadas nas redes sociais do Chefe do Executivo, de aliados, familiares e até de servidores da Prefeitura de Manaus.

VAZIO DE IDEIAS

De todo esse “Fla X Flu”, ficaram muitas questões sem resposta e uma guerra que apenas mostra o imenso deserto de ideias dos políticos no Amazonas, que já não têm mais receio de expor que são capazes de tudo pelo poder.

Ficam as dúvidas e a exploração política tanto da situação quanto da oposição, que continuarão usando a Operação Policial para tentar desgastar a imagem um do outro.

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