A entrada do prefeito David Almeida (Avante) na corrida pelo Governo do Amazonas iniciou um novo confronto direto na pré-campanha: o duelo entre as máquinas municipal e estadual, as duas mais poderosas do Estado.
David Almeida entrou em campo no ataque, dando chute e canelada no governador Wilson Lima (UB), mirando também no senador Omar Aziz (PSD).
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David Almeida escolheu destacar os pontos fracos do Governo Wilson Lima e resgatou uma estratégia antiga em Manaus, anteriormente batizada por Amazonino Mendes e Alfredo Nascimento de “ação conjunta”, que agora ressurge como plataforma de campanha. Usa o vice e futuro prefeito Renato Júnior, do mesmo partido, como o “parceiro ideal”.
CONTRA ATAQUE
Depois de “roubar” o vice-governador Tadeu de Souza (PP) do grupo de David Almeida, Wilson Lima mandou sua equipe de comunicação emitir uma nota de desagravo ao prefeito, que acusou o governador de usar a máquina do Estado para perseguir adversários, especialmente com a operação que prendeu a assessora do prefeito sob acusação de aliança com o Comando Vermelho.
“É inaceitável que, diante de investigações sérias conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas, que atua com autonomia e respaldo legal, o prefeito tente criar uma narrativa de perseguição política para desviar o foco dos fatos.”, diz trecho da nota.
Wilson ainda mandou escrever na nota uma ironia, dizendo que David Almeida é um homem abalado. “O momento exige equilíbrio e maturidade. É compreensível que o prefeito esteja abalado diante das circunstâncias que envolvem pessoas de sua confiança, em investigações relacionadas ao crime organizado. Porém, o Governo do Amazonas não permitirá que a verdade seja distorcida para atender interesses políticos ou eleitorais”.
Restam nesse jogo a resposta do senador Omar Aziz ao prefeito e o futuro da empresária Maria do Carmo (PL), que tenta furar a bolha e se meter entres os “caciques” e os mais jovens.
Tudo em nome do voto do eleitor que dará ao vencedor quatro anos de poder sobre o Amazonas.

