O lançamento da pré-candidatura de Marcos Rotta (Avante) ao Senado, reforçou um dos problemas que o prefeito David Almeida (Avante) enfrenta a caminho das eleições de outubro: o isolamento.
Ao lado da filha, Aryel Ameida (Avante) e do irmão, o deputado estadual Daniel Almeida (Avante), David se viu sem os aliados que deixaram seu grupo ou largaram sua mão, entre eles o senador Omar Aziz (PSD), o vice-governador Tadeu de Souza (PP), que deixou o Avante e foi para o ao PP, e o senador Eduardo Braga (MDB), com quem David ainda tenta acordo, nesse momento pouco provável.
“Eu fui eleito prefeito de Manaus, eu tinha o menor tempo de TV entre os sete candidatos que existiam. Eles têm tempo de TV, mas não têm o que mostrar porque não fizeram nada. Na eleição de 2024, eu era o quinto tempo de TV, e, se vocês não sabem, no mês de maio eu já era o terceiro colocado nas pesquisas”, disse o prefeito.
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“Então, muita calma nessa hora. Se vocês juntarem todos os apoios que eles têm lá, não dão os 576 mil votos que a gente teve na capital”, calculou David, ignorando as reuniões lideradas por Omar na semana passada, e por Wilson há duas semana, onde prefeitos do interior marcaram presença.
“Estamos confirmando o nome do Marcos Rotta como pré-candidato ao Senado pelo nosso grupo político. Ele tem experiência, preparo e conhece o Amazonas. Vamos trabalhar para ajudar a eleger os dois senadores do estado na próxima eleição”, afirmou o prefeito, fazendo um gesto de aceno a Eduardo Braga, que anda dividindo elogios e eventos com Omar Aziz.
Sem apoio David tenta convencer o eleitor de que é o “candidato que desafia o sistema”, mas, de fato, seu isolamento diminui tempo de TV, verba e coloca luz sobre seu comportamento apontado por muitos adversários como soberbo, pouco diplomático e autodestrutivo. A resposta para todas essas dúvidas só o tempo será capaz de dar.

