Destaque Governo do Amazonas

Piloto de empresário ligado ao PCC afirma que Wilson Lima viajava nos aviões de Beto Louco

O piloto de avião Mauro Mattosinho, conhecido por comandar aeronaves do empresário Beto Louco, empresário esse que é acusado de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), publicou em suas redes sociais neste fim de semana que o governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), é uma das autoridades que viajava secretamente nesses jatinhos.

Confira a publicação

A denúncia de Mauro Mattosinho veio acompanhada do que ele chama de “Powerpoint que a Globo News não mostra”. Segundo Mattosinho, os aviões de Beto Louco, e “Primo”, outro suspeito de lavar dinheiro do PCC, foram usados pela cúpula do União Brasil e do Partido Progressista, que hoje estão federados e vão lançar juntos candidatos nas eleições de outubro.

LEIA MAIS: Tadeu de Souza define pré-candidatura ao Governo como prioridade: ‘não me vejo em outra posição’

Mattosinho cita a presença do governador do Amazonas, mas não aponta o que ele faria nessas aeronaves. “Estava sempre lá”, diz o piloto, que denuncia o presidente do UB, Antônio Rueda, e afirma que o político carregava muito dinheiro nessa suposta relação com Beto Louco e seria o dono desses aviões.

Rueda e Nogueira denunciados por Mattosinho

Ainda de acordo com a denúncia de Mattosinho, estariam envolvidos nas viagens nos aviões que ele pilotou, o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, o senador e presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro Dias Toffoli. “E o governador Wilson Lima tava sempre por lá”, afirmou.

Veja o vídeo de Mattosinho onde ele cita o governador Wilson Lima como figura constante no ambiente que ele denuncia.

Saiba quem é Beto Louco

Beto Louco é um empresário foragido desde agosto de 2025, após a deflagração da Operação Carbono Oculto pela Polícia Federal e Ministério Público de São Paulo (MPSP).

A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 pela Receita Federal e Polícia Federal, desmantelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal do PCC no setor de combustíveis. Investigou a movimentação de R$ 52 bilhões, focando em mais de 300 postos que vendiam combustível adulterado e usavam empresas de fachada para disfarçar lucros.

De acordo com a Polícia Federal, ele leva uma vida de luxo, mesmo não declarando Imposto de Renda desde 2017. Beto e seu sócio, Mohamad Hussein Murad (o “Primo”), estariam negociando uma delação premiada.

“Primo” e Beto Louco

Mattosinho afirma que os aviões usados nas viagens foram comprados com dinheiro do Banco BRB, um dos envolvidos na compra carteiras de crédito do Master sem nenhum lastro, ou seja, papeis que prometiam retornos muito acima do mercado, mas na verdade não tinham garantias de pagamento para os credores. A suspeita é que as irregularidades envolvam até R$ 12 bilhões. 

A suspeita é que diretores e ex-diretores do BRB estejam envolvidos no esquema para maquiar os ativos podres. O banco estatal chegou a negociar a compra do Master, mas o negócio acabou sendo barrado pelo Banco Central. 

Pouco depois, o BC decidiu também liquidar o Master por causa da situação de insolvência do banco.

NOTA

Até a publicação desta reportagem nossa equipe não conseguiu contato com a assessoria do governador Wilson Lima, que não comentou a denúncia em suas redes sociais ou canais oficiais do Governo do Amazonas.

Caso o governador comente o caso o posicionamento será acrescentado na reportagem.

Leia também

Wilson Lima e presidente da AADX
Governo do Amazonas

AADC de Wilson Lima gasta R$ 5,9 milhões com cinco empresas para prestarem o mesmo serviço

A Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), vinculada ao Governo do Estado do Amazonas, na gestão do governador Wilson Lima
Yara contrata buffet por milhões
Destaque TCE-AM

Banquete no TCE-AM: Yara Lins assina R$ 2,6 milhões em buffet na Corte de Contas

A presidente da Corte de Contas mais importante do Amazonas, conselheira Yara Amazônia Lins, garantiu um belo banquete aos conselheiros