A gestão da secretária Arlete Mendonça à frente da Secretaria de Educação (Seduc) chegou ao auge das polêmicas esta semana, com um enredo que vem acumulando denúncias dentro e fora das escolas no último ano de gestão Wilson Lima. O pedido de afastamento dela da pasta, por recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), o contrato bilionário sem licitação com uma fundação Agro e a falta de merenda nas escolas, com sobrecarga horária de professores, pintam um quadro teneboroso.
Nesta terça-feira (23), um vídeo gravado no CETI Elias Mendes da Silva, em Boca do Acre, prova o caos instalado na educação do interior do Amazonas.
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Os alunos foram dispensados com fome, por falta de merenda. A gestão do governador Wilson Lima estaria em dívida com os fornecedores.
PROFESSORES NA BRONCA
A semana também foi marcada por protestos e anúncio de assembleia para indicativo de greve dos professores. Carga horária excessiva, falta de apoio, direitos não respeitados.
Nas salas de aula os educadores estão à beira de um ataque de nervos. O afastamento da secretária Arlete Mendonça foi aplaudido pelo Sindicato da categoria.
“O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus, vem a público para depositar completo apoio à decisão histórica tomada, no dia de hoje ( 24/03/26 ), pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas de RECOMENDAR o afastamento da atual Secretária de Educação do Estado, Sra. Arlete Mendonça, de suas funções, para facilitar a continuidade das investigações sobre o suspeitíssimo contrato bilionário efetuado, pela Sra. Secretária, com uma empresa do agronegócio para fornecer serviços e materiais pedagógicos para a Seduc/Am”
Professores estudam recorrer à greve. Depois de um mês desde o início do ano letivo, está claro que a situação beira o insustentável.
CONTRATO DE 1,3 BILHÇAO
Nada tem causado tantos danos do que o contrato de R$ 1,3 bilhão d Seduc com a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres).
A ponto do TCE ter recomendado o afastamento de Arlete Mendonça, e do conselheiro Ari Moutinho ter dito que isso é um “caso de prisão”.

Em vez de rebater as acusações, a secretária preferiu postar mensagens de autoajuda.

Oficialmente, nada mudou no comando da Seduc até o momento.
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“O Governo do Amazonas informa que ainda não recebeu notificação oficial do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e que aguarda as justificativas do órgão de contas para tomar as devidas providências”, diz a nota do Governo.

