A eleição do próximo dia 4 de maio para governador tampão do Amazonas vive uma situação inusitada. Tanto o PT, quanto PSDB, e Novo deixaram claro suas divergências contra as candidaturas de seus próprios filiados, reforçando o alinhamento com o governador interino Roberto Cidade (UB) e criando um ambiente desfavorável à concorrência democrática na disputa pelos votos dos deputados estaduais que vão decidir quem ocupará a chefia do Executivo Estadual.
SINÉSIO CAMPOS É ROBERTO E WILSON
Daniel Fabiano Soares e Dayane de Jesus, do (PT), não terão o voto do deputado Sinésio Campos, que faz um mandato aliado ao grupo político do ex-governador Wilson Lima (UB), e que declarou voto em Roberto Cidade. “A ausência de deliberação partidária impede o reconhecimento de candidatura de filiados para o pleito”, afirma Sinésio.
Sinésio também enterrou as pretensões de Eron Bezerra (PC do B), que pleiteou uma candidatura pela federação que une PT, PC do B e PV.

PARTIDO NOVO NEGA APOIO
Sérgio Augusto Bezerra e Audriclea Viana Frota (Novo) enfrentam o mesmo problema no Partido Novo, que não tem deputado estadual na Assembleia Legislativa do Amazonas, mas que também negou apoio à chapa da própria sigla.
A presidente estadual da sigla, Karina Seffair, emitiu nota onde diz que os dois concorrem “sem autorização” ao cargo de governador e vice tampão.

PLÍNIO VALÉRIO DESCARTA CHAPA ENCABEÇADA PELO PSDB
Sem deputados estaduais na Casa, o PSDB do senador Plínio Valério também condenou a chapa William Bittar dos Santos (PSDB) e João Ricardo (PL): “não tem nosso aval, nosso apoio e não conversou nada com a gente”, resumiu.

CIDADE E SERAFIM ACLAMADOS
A expectativa é que Roberto Cidade e Serafim Corrêa (PSB) sejam praticamente aclamados. A presença de Serafim na chapa indica ainda o alinhamento de um político de centro esquerda no grupo do ex-governador Wilson Lima. Serafim já era do time de secretários do governador bolsonarista.

Resta, ainda, a chapa Cícero Alencar e Roque Lane (DC), que pode ter o voto do deputado Daniel Almeida (Avante). Os dois protocolaram candidatura e declararam apoio a David Almeida (Avante) nas eleições de outubro.

Será eleito governador, no dia 4, quem tiver maioria dos votos, ou seja, 13 votos.
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