A presidente da Corte de Contas mais importante do Amazonas, conselheira Yara Amazônia Lins, garantiu um belo banquete aos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM). Reeleita como presidente em novembro de 2024, para o biênio 2026-2027, Yara contratou a empresa ASSADUS GOURMET RESTAURANTE LTDA por R$ 2.664.480,00 (Dois milhões, seiscentos e sessenta e quatro mil, quatrocentos e oitenta reais) para fornecer o almoço e o jantar dos chefões.
Apesar de ser um órgão de controle de gastos e zelo da verba pública, o gasto aponta para uma possível falta de cuidado com a finalidade raiz da Corte de Contas.
Confira o documento

Buffet contratado para servir conselheiros
A empresa com a razão social Assadus Gourmet Restaurante Ltda, tem o nome fantasia Assadus Gourmet e opera com o CNPJ 45.538.152/0001-80. O endereço de sua sede está localizado na Avenida Coronel Teixeira, 224 – Lirio do Vale, Manaus – AM. Sua atividade principal é de Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas.

A empresa que existe a pouco mais de 3 anos, possui capital social de R$ 2 milhões e pertence a Naara Alefe Batista Matos e Naime Ada Batista Matos.

Yara Lins e familiares ficaram na mira do STF

Essa não é a primeira vez que Yara Lins entra em polêmica com gastos públicos. Um desdobramento da CPI da Covid-19 resultou na abertura no Supremo Tribunal Federal (STF) de um inquérito sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e de corrupção passiva envolvendo o deputado federal Fausto Santos Jr. (União).
A investigação, que inicialmente tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi aberta a partir de uma solicitação do senador Omar Aziz (PSD-AM), que em 2021 presidiu a CPI da Covid.
À Polícia Federal, Aziz levantou desconfiança sobre suposto favorecimento da conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) Yara Amazônia Lins Rodrigues a empresas que atuaram na saúde do Amazonas durante a pandemia em troca de vantagens indevidas.
Yara, que tinha foro no STJ, foi a principal investigada, mas o caso avançou sobre seus familiares. Um deles o filho dela, o deputado Fausto Santos Jr (UB).
O deputado foi associado às suspeitas relacionadas a Yara após informações de relatórios financeiros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontarem movimentações suspeitas em sua conta.
A determinação para que o inquérito fosse transferido para o STF foi do ministro do STJ Antônio Carlos Ferreira, que atendeu em outubro de 2023 a um pedido do Ministério Público Federal.
NOTA
A equipe de reportagem do Portal Política Franca encaminhou por e-mail uma solicitação de informações sobre esse contrato ao Tribunal de Contas.

Até a publicação da reportagem, nenhum retorno foi nos enviado. O espaço segue aberto para manifestações.

