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Flávio Bolsonaro admite que visitou Vorcaro após prisão, e convoca bancada do PL para discutir crise

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro chamou a bancada do PL para falar sobre a “crise Vorcaro” após admitir que visitou o banqueiro no fim de 2025, depois da primeira prisão do dono do Master pela Polícia Federal (PF).

A visita, aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo. “No final de 2025, foi [enviado] aquele áudio que todos ouviram em que eu peço uma luz para saber, uma palavra final, sobre o que é que vai acontecer, porque o filme já estava num grande risco do filme ser encerrado, inclusive, seria uma grande catástrofe”, afirmou Flávio Bolsonaro.

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“Nesse momento é que nós vimos ali que deu uma virada de chave. Nós entendemos melhor que a situação era muito mais grave, e, em função disso, eu trago aqui pra vocês […], eu estive com ele mais uma vez após esse evento, quando ele teve a… passou a usar o monitoramento eletrônico e ele não podia ser na cidade de São Paulo”, disse.

A reunião para tratar da crise é uma medida de emergência. Flávio caiu quase sete pontos nas pesquisas após o escândalo.

O deputado Alberto Neto postou foto ao lado de Flávio e disse que segue alinhado com ele, recebendo apoio da pré-candidata Maria do Carmo Seffair e da deputada estadual Débora Menezes.

PF MIRA PERITO

A Polícia Federal (PF) realiza uma operação nesta terça-feira (19) que tem como alvo um perito da própria instituição, suspeito de vazar informações da Operação Compliance Zero. A investigação apura fraudes financeiras e outros crimes relacionados ao Banco Master. 

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O agente da PF envolvido foi afastado das funções, além de estar sujeito a medidas alternativas à prisão, como a proibição de se comunicar com outros investigados ou de se ausentar da comarca em que reside. 

A decisão que autorizou a operação desta terça foi mantida sob sigilo por Mendonça. Em nota, o Supremo informou que “o investigado, na condição de perito criminal federal, teria repassado a integrante da imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações”. 

O material repassado ilegalmente continha informações obtidas a partir da análise das apreensões feitas durante uma das primeiras fases da operação. O perito deverá agora responder pela suspeita de violação de sigilo funcional, crime previsto no Código Penal com pena mínima de seis meses e máxima de seis anos. 

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