O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos) disse que o “Brasil não aguenta mais o PT” “O Brasil não aguenta mais o Lula”. A gente está perdendo alguns bondes, o bonde da tecnologia energética, o bonde da bioeconomia, o bonde do conhecimento, o mundo está de portas abertas para o Brasil e a gente aqui andando em uma ciranda e discutindo picuinha(…) afirmou no evento AgroFórum, promovido pelo BGT pactual.

Ministro reage
Em reação às críticas da gestão Lula, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, classificou o governador Tarcísio de Freitas como um “pau mandado” e afirmou que ele aguarda o “legado político” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No evento de agronegócio, o governador de São Paulo também disse que “é só trocar o piloto porque o carro é bom”
A critica de Tarcísio ocorreu durante um encontro promovido por uma instituição financeira em São Paulo e recebeu o apoio de governadores próximos a ele, entre eles Ronaldo Caiado (União-GO), de Goiás, Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, e Eduardo Leite (PSDB-RS), do Rio Grande do Sul. Segundo o governador paulista, o país segue debatendo “a mesma figura” há quatro décadas.
“O Brasil não aguenta mais excesso de gasto. O Brasil não aguenta mais, não tolera mais aumento de imposto. O Brasil não aguenta mais corrupção. O Brasil não aguenta mais o PT. O Brasil não aguenta mais o Lula”, declarou
Tarcísio é o mais cotado como o principal nome da oposição para assumir o espaço político deixado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026, caso o ex-chefe do Executivo permaneça inelegível. Ainda assim, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. também estão com os nomes postos a mesa nesse tabuleiro político.
“É preciso falar dessa safra de governadores. Nós não precisamos mais da mentalidade atrasada, da mentalidade de 20 anos atrás”, completou.
O governador também apontou medidas que, em sua avaliação, deveriam ser adotadas para enfrentar a crise fiscal do país, entre elas a revisão do orçamento, que segundo ele apresenta “excessiva rigidez”, a desvinculação de receitas, a reformulação dos incentivos tributários e a melhoria da qualidade dos gastos públicos. Tarcísio ainda acusou o governo federal de “criar despesas” e “desperdiçar dinheiro”.
Ainda durante o discurso no evento, Tarcísio de Freitas criticou o que chama de “ciranda” e “picuinhas” que o governo petista gasta energia, na visão dele.
“Tem um problema das emendas etc. Estamos falando de quanto? Uma discussão de R$ 40 a R$ 50 bilhões, no universo de quê? R$ 3,35 trilhões? E gastamos energia com isso por conta de um orçamento absolutamente vinculado.
O governador de São Paulo também criticou o discurso do governo de divisão da sociedade, que ganhou mais ênfase no mês passado após o Congresso derrubar o aumento do IOF, e que acabou sendo levado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, aliados de Lula levantaram a bandeira de que haveria um conflito entre pobres e interesses dos mais ricos no país.
“A gente não fortalece o fraco, enfraquecendo o forte. A gente não fortalece o empregado, enfraquecendo o empregador. A gente não pode promover a divisão. Se a gente ajustar as alavancas direitinho, a gente vai dar um salto. Vamos caminhar em direção à nossa vocação que é ser grande”, disse.
Tarcísio de Freitas(Republicanos)
Levantamento mais recente do instituto Quaest sobre a corrida presidencial, realizado em julho, apontou Tarcísio em empate técnico com o presidente Lula em um eventual segundo turno em 2026. O petista registrou 41% das intenções de voto, enquanto o governador alcançou 37%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo, os dois aparecem numericamente empatados.
A pesquisa, no entanto, mostrou uma queda de Tarcísio na comparação com a pesquisa anterior, quando ele tinha 40% das intenções de voto. Oficialmente, ele descarta a candidatura ao governo federal, afirmando que pretende disputar a reeleição no estado.

