Um dia após afirmar que estava esperando em casa a polícia realizar operações e apreender seus equipamentos, a empresária Maria do Carmo Seffair (PL) foi alvo de busca e apreensão, na manhã desta sexta-feira (6), em Manaus. A investigação dá sequência na denúncia feita pelo governador eleito Omar Aziz (PSD), que alega ter sido ofendido, caluniado e ligado à crimes sexuais, com uso da filha menor de idade dele, em material de campanha da adversária no segundo turno das eleições.
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A Polícia Civil chegou por volta das 5h30 na casa da empresária, que não estava no imóvel, onde só chegou por volta das 6h30. Segundo a SSP, a equipe jurídica da bolsonarista resistiu a entregar todos os equipamentos, mas a operação foi realizada com sucesso ao fim dos trabalhos.
A operação é comandada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Maria do Carmo chegou a conseguir um habeas corpus no dia 30 de outubro para evitar as buscas, mas a Justiça reverteu a decisão.
A polícia apreendeu documentos e o celular da empresária. “Nós vamos fazer a extração de dados dos dispositivos eletrônicos para fazer uma análise desse material para ver se a gente encontra alguma prova do crime que foi praticado contra a filha do governador eleito Omar Aziz”, disse o delegado Marcelo Martins, que comanda a investigação.
“Uma parte dessa investigação apura se a Maria do Carmo efetivamente participou e qual foi o nível de participação dela. Essa postagem foi feita na rede social dela mesmo, então presume-se que ela em algum momento ela validou esse material e permitiu que esse material fosse postado na rede social dela mesmo”, afirma o delegado Marcelo Martins.
O que ela diz
Segundo a defesa de Maria do Carmo, a operação é uma “perseguição política”.
Leia a nota:
A assessoria jurídica da Professora Maria do Carmo (PL) manifesta indignação com a operação de busca e apreensão realizada nesta sexta-feira, 6, na residência da ex-candidata ao Governo do Amazonas. Apesar de ser esperada, a defesa denuncia a condução dos procedimentos, que evidenciam uma escalada de perseguição política e levanta graves questionamentos sobre abuso de autoridade.
Os advogados apontam que garantias legais e prerrogativas da advocacia não foram devidamente respeitadas durante a diligência. A defesa considera inaceitável que direitos fundamentais sejam colocados em segundo plano e afirma que não aceitará qualquer tentativa de constrangimento ou intimidação por meio de procedimentos que desrespeitem a legislação.
Desde o resultado das eleições, a ex-candidata foi alvo de acusações e tem tido sua imagem exposta de forma deliberada por conta de uma denúncia envolvendo a filha do governador eleito Omar Aziz (PSD), fato que já foi publicamente negado. Chama atenção que um processo que corre em segredo de justiça, a todo momento tem notícias veiculadas pela imprensa local com vazamento de informações.
No todo decorrer da investigação, a Professora Maria sempre se colocou à disposição para colaborar com a justiça e apontar os verdadeiros responsáveis por qualquer atitude que tenha ferido os direitos das partes envolvidas. O que não se pode aceitar é o uso politiqueiro da situação para ferir a honra da ex-candidata.
É fundamental destacar que o cumprimento de uma ordem judicial não concede às autoridades autorização para ultrapassar os limites da lei.
A Professora Maria do Carmo permanece tranquila, confiante em sua inocência e convicta de que a verdade prevalecerá. Em vídeo publicado na última quinta, 5, a ex-candidata já havia afirmado que aguardava a diligência e estava preparada para o que viesse.
“Estou aqui para colaborar e acredito que a Justiça dos homens será feita, porque a Justiça de Deus não falha. O fogo, quando não tem palha, não espalha”, afirmou.

