O prefeito Adail Pinheiro (Republicanos), vai gastar R$ 2,9 milhões dos cofres públicos para pagar apresentações de artistas nacionais durante a programação do Réveillon 2026 no município de Coari.
As informações foram publicadas no Diário Oficial dos Municípios (DOM), e assinados pelo secretário de Cultura e Turismo, César Augusto Oliveira. Ainda, os gastos milionário constam como Inexigibilidade de Contratação.
Confira os documentos detalhados


Conforme dados dos documentos oficiais, o maior investimento será feito na contratação do cantor Pablo, que ficará responsável pela principal atração da virada de ano com um cachê de R$ 2,2 milhões.
Klessinha e Marcynho Sensação
Além dele, a prefeitura também fechou contrato com a cantora Klessinha e com o artista Marcynho Sensação, cujos shows custarão R$ 350 mil cada.
Confira


O contrato prevê a prestação de serviços artísticos para apresentação no Réveillon de 2026, com prazo de vigência de três meses a partir da assinatura do contrato ou até finde, as condições de execução e pagamento.
Somados, os valores chegam ao montante de R$ 2.900.000,00 (Dois milhões e novecentos mil reais) que serão pagos com recursos do orçamento municipal, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo.
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Adail Pinheiro volta a mira do TCE-AM
O prefeito Adail Pinheiro, voltou a estar na mira do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). A gestão que é marcada por diversas denúncias de irregularidades, desvio do dinheiro público e gastos superfaturados, terá que responder à Corte de Contas sobre a sua administração na cidade e mais duas situações.
Desta vez, Pinheiro, está no centro de duas investigações conduzidas pelo Tribunal. Os casos em questão, se deu após a denúncia de suposto desvio de recursos públicos e a instauração de representação, para apurar sobre processos licitatórios presenciais suspeitos.
A denúncia que aponta o suposto desvio de dinheiro público, afirma que a Prefeitura tem abastecido carros oficiais em um posto localizado no bairro Tauá-Mirim, no próprio município.
Veja a publicação das denúncias do Diário do TCE:

De acordo com a denúncia, não há justificativas obrigatórias e ainda ocorre ausência no uso de processo licitatório na aquisição fracionária de combustível, o que é obrigatória.
Ainda segundo a denúncia, existe uma Ata de Registro de Preços, resultado de um pregão eletrônico, mas o abastecimento estaria sendo feito fora do contrato oficial, não sendo publicado no Diário Oficial. A situação aumenta ainda mais a suspeita de desvio de dinheiro e improbidade administrativa.
Na segunda denúncia enviada ao TCE, Adail estaria realizando processos licitatórios de forma presencial, sem apresentar justificativas sobre a necessidade do formato. O que é contra a Lei nº 14.133/2021, que orienta a preferência para que os processos sejam feitos de forma eletrônica.

