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Augusto Ferraz vai gastar R$ 1,4 milhão na construção de um ginásio em Iranduba

Augusto Ferraz

A Prefeitura de Iranduba oficializou a contratação de uma empresa privada para a construção de um ginásio poliesportivo, no distrito de Cacau Pirêra. O contrato que ultrapassa R$ 1,43 milhão em recursos públicos. A decisão foi formalizada por meio de adjudicação e homologação da Concorrência Eletrônica nº 014/2025, assinada pelo prefeito José Augusto Ferraz (UB), nesta segunda-feira (2).

De acordo com o documento, a obra será executada pela empresa Regal Empreendimento Administrativo de Obras e Engenharia Ltda., vencedora do certame eletrônico, com valor global de R$ 1.433.274,89. O projeto prevê a construção do ginásio poliesportivo do Mutirão do Cacau, localizado na avenida Amazonino Mendes, no bairro Cacau Pirêra.

Confira o documento

Apesar da formalidade legal do processo — que cita inexistência de recursos pendentes e deliberação favorável da Comissão Permanente de Licitação (CPL), o contrato desperta questionamentos relevantes sobre o planejamento orçamentário e as prioridades da gestão municipal. Em um cenário em que municípios amazonenses enfrentam dificuldades históricas em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura básica, a destinação de mais de R$ 1,4 milhão para uma única obra esportiva chama atenção.

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Prefeito deixou de fora informações importantes ❌

Outro ponto sensível é o nível de detalhamento público sobre o projeto. O ato de homologação não apresenta informações sobre prazo de execução, critérios técnicos de fiscalização, fontes específicas dos recursos nem estimativas comparativas de mercado, elementos fundamentais para avaliar se o valor contratado é compatível com a realidade local e se atende ao princípio da economicidade.

Além disso, a homologação direta pelo chefe do Executivo reforça a responsabilidade política do prefeito sobre o contrato. Em casos semelhantes pelo país, obras dessa natureza frequentemente acabam marcadas por aditivos financeiros, atrasos na execução ou até paralisações, o que torna indispensável o acompanhamento rigoroso por parte dos órgãos de controle e da sociedade civil.

A publicação do ato encerra oficialmente a fase licitatória, mas abre uma etapa ainda mais sensível: a da execução do contrato. Caberá agora aos órgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas, e à população de Iranduba acompanhar se o valor milionário investido resultará, de fato, em uma obra concluída, funcional e alinhada ao interesse público ou se o ginásio se somará à longa lista de investimentos que consomem recursos, mas deixam dúvidas sobre seus reais benefícios sociais.

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