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Conselheiro do TCE diz que contrato de R$ 1,3 bi da Seduc era para bancar luxos: ‘que vergonha’

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Ari Moutinho, fez graves acusações sobre o polêmico contrato de R$ 1,3 bilhão da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), do governador Wilson Lima (UB), com a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres), assinado pela secretária de Educação Arlete .Ferreira Mendonça. Segundo ele, enquanto professores e alunos sofrem, tem gente vivendo no luxo com dinheiro público.

Leia mais: Contrato de R$ 1,3 bilhão da Seduc sem licitação choca professores, expondo dupla Wilson e Arlete

“É o famoso cola ou não cola. Precisamos investigar quem fez o projeto básico, quem autorizou, como tramitou tão rápido uma adesão de agronegócio, sabe Deus da onde, pra assaltar R$ 1,3 bilhão e 300 daquelas professoras do interior e da capital que estão sendo usurpadas na sua qualidade de vida”.

Em meio à fala o Conselheiro citou um personagem apelidado de “Branquinho”, que teria acesso rápido ao Governo do Amazonas, recebendo altas quantias por contratos e bancando vida de luxo, inclusive com camarote e hospedagem no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, durante o Carnaval deste ano.

“Tem crianças ainda gritando por falta de merenda, e as poucas que chegaram é bolacha e suco, que mais parece água lavada”, apontou Moutinho, citando 36 cidades nessa situação. “É muito triste”.

DENÚNCIA: EMPRESAS X PROFESSORES

Moutinho citou ainda a última colocação do Amazonas na Educação nacional, e disse que deu entrada no gabinete da Presidência, pedindo atenção a cinco empresas que são tratadas como “VIPs” no Governo do Amazonas no quesito pagamentos, enquanto os professores ficam sem plano de Saúde por falta de pagamento do Governo Wilson Lima à empresa que presta o serviço aos educadores.

“As escolas são verdadeiros cacarecos”.

De acordo com Moutinho, cinco empresas faturaram mais de R$ 1 bilhão. “A mãe de todas é a Pri”, destacou Moutinho, afirmando que gestores da Educação foram padrinhos de casamento de um dos donos da empresa, chamado por ele de “Branquinho”, em uma festa no Palácio Rio Negro.

Yara Lins foi cobrada a investigar supostos privilégios que o Governo do AM concede à empresas

“As crianças passando fome, e o Branquinho em Paris fazendo curso de culinária”.

Ari Moutinho cobrou publicamente uma posição da presidente do TCE, Yara Amazônia Lins, pedindo uma intervenção no Governo Wilson Lima, gestão a qual ele diz denunciar desde a pandemia. “Vou tomar conhecimento e tomar as providências”, disse a Conselheira.

CONTRATO SUSPENSO

Na semana passada o TCE suspendeu o contrato entre a Seduc e a Fundagres, cobrando explicações da pasta, sobre valores tão exorbitantes, porquê foi dispensada licitação e critérios de escolha da empresa.

Leia mais: TCE manda suspender contrato bilionário sem licitação da Seduc com a Fundagres

A Seduc não respondeu nossa demanda para que explicasse o contrato, os questionamentos seguem no e-mail da Secretaria.

E o espaço está aberto.

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