O presidente Lula (PT) defendeu o que chama de soberania em visita a Manaus nesta terça-feira (9). Cercado por aliados, como o senador Omar Aziz (PSD-AM), o prefeito David Almeida e o deputado Sinésio Campos, fez uma espécie de prévia do palanque esperado para as eleições de 2026 na capital do Amazonas, incluindo o vice-governador Tadeu de Souza.
O dia foi marcado pelos votos dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a cerimônia, Lula destacou que os países amazônicos não precisam de intervenção estrangeira para lidar com o crime organizado.
O Brasil vive momento de tensão com os EUA de Trump, acusado de tentar intervir no julgamento de Jair Bolsonaro.
“Não existe espaço vazio: o crime ocupa os lugares que o Estado não preenche. Nossa missão é restituir a força da lei pela presença do Estado. É isso que simboliza esse centro. Não precisamos de intervenções estrangeiras, nem de ameaças à nossa soberania. Somos perfeitamente capazes de ser protagonistas das nossas próprias soluções”, afirmou, ao lado do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e de autoridades nacionais e internacionais.
O governador Wilson Lima foi para o interior e fugiu de qualquer contato com o petista, após dizer que o julgamento de Bolsonaro é uma ilegalidade.
Em seu discurso, Lula também lembrou ações recentes de países como os Estados Unidos, que enviaram navios de guerra para a costa da Venezuela sob o argumento de combater cartéis de drogas, e classificou a medida como pretexto para intervenção. Para o presidente, preservar a Amazônia passa por enfrentar o crime organizado que promove garimpo ilegal, desmatamento e tráfico de drogas, armas e pessoas. Só em 2024, segundo dados do governo, foram apreendidos mais de US$ 250 milhões em bens de acusados de crimes ambientais e inutilizados US$ 60 milhões em equipamentos usados em garimpos ilegais.

