A largada extraoficial para as eleições 2026 foi dada no Amazonas e começou pelas redes sociais. A empresária Maria do Carmo Seffair (PL) e o prefeito David Almeida (Avante), disputam entre seguidores e com apoio da militância quem “bomba” mais nas redes.
Fotos dos grupos políticos são o primeiro passo na trincheira nas disputas pelo Governo do Amazonas, Senado, Câmaras Federal e Estadual, e por apoio. Apesar de não poderem se declarar candidatos, a movimentação é intensa.
REUNIÃO COM A “TURMA”
No fim de semana Maria do Carmo reuniu Alfredo Nascimento, Alberto Neto, Delegado Péricles e outros nomes do PL para mandar o recado. Mais tarde ainda foi à Arena da Amazônia onde encontrou o vereador Salazar.
O discurso ensaiado é de que está na hora de derrubar a velha política. Apesar de correligionária dos veteranos Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Alfredo Nascimento, a dona da Fametro acredita que o discurso do ‘novo x velho’ pode lhe render votos precisosos.
DAVID EM FAMÍLIA
Já o prefeito de Manaus aproveitou os holofotes da abertura dos trabalhos na Câmara Municipal de Manaus para lançar a filha, Aryel, candidata a deputada federal. Ela se junta à tropa dos Almeidas, que inclui o deputado estadual Daniel Almeida e sua irmã, Dulce Almeida.
Nos bastidores fala-se que Tadeu de Souza, vice governador indicado pelo prefeito, pode trocar o Avante pelo União Brasil do governador Wilson Lima, colocando de vez os dois chefes das duas máquinas mais poderosas do Amazonas, garantido força para as candidaturas de Wilson ao Senado e de David ao Governo do Amazonas.
Marcos Rotta Sabá Reis, David Reis e o vice-prefeito Renato Júnior fecham o núcleo duro do prefeito rumo à disputa mais acirrada dos últimos tempos por votos no Amazonas.
Os meses de fevereiro e março serão decisivos para que os palanques sejam formados. Omar Aziz, que perdeu o apoio de David Almeida, ainda é o outro nome forte na corrida pelo Governo com aliados incertos. Titular do palanque de Lula, segue como um pré-candidato avulso, ainda sem apoio de nenhuma máquina à vista, o que, na política do Amazonas, não significa o fim das possibilidades, mas apenas um jogo ainda sem as peças posicionadas.

