Se para o Governo do Amazonas os palanques montados pelos apoiadores do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) parece ter menos força nas eleições deste do que há quatro anos, para o Senado, o cenário que se desenha é outro. Os cinco pré-candidatos para duas vagas dificilmente vão escapar da cobrança por posicionamento entre esquerda e direita na hora de pedir votos ao eleitorado.
Wilson Lima (UB), Marcelo Ramos (PT), Alberto Neto (PL), Marcos Rotta (Avante) e Plínio Valério (PSDB)m tentarão convencer os amazonenses que são dignos de passar 8 anos no degrau mais alto do Legislativo brasileiro, o Sendo Federal, onde cada Estado possui três representantes como órgão revisor da política.
WILSON LIMA TENTA “LIMPAR O QUINTAL”
Corre nos bastidores que o governador Wilson Lima tenta tirar Alberto Neto da corrida, acreditando que sem o político amazonense mais próximo do ex-presidente poderá herdar os votos da direita.
Capengando nas pesquisas, Wilson ofereceu ao PL presidido por Alfredo Nascimento cargos e pressão da máquina do Governo, para que ele tire Alberto Neto da disputa, o que o próprio deputado federal garante ser impossível.
ROTTA CORINGA DE DAVID ALMEIDA SAINDO DA “CONSERVA”
Caberá ao “coringa” do prefeito David Almeida, o secretário da Casa Civil e ex-vice-prefeito Marcos Rotta é o menos ideológico dos cinco pré-candidatos, embora o chefe esta semana tenha usado a latinha de conserva para tentar se encaixar na bolha bolsonarista.
Rotta “corre por fora”, mas talvez atraia o voto de quem não siga Lula e Bolsonaro como time do coração, ou ainda leve o segundo voto como candidato que não desperta ódio dos fanáticos eleitores de ambos os lados.
MARCELO RAMOS É O ESTRANHO NO NINHO DA ESQUERDA
Com a esquerda desmantelada no Amazonas, sem candidato a governador, com pouca esperança de fazer bancada na Aleam e na Câmara Federal, sobrou para Marcelo Ramos carregar a tocha do PT no Amazonas.
Esquerdista xiita, o ex-deputado federal tentará voltar à Brasília batendo forte na direita e contando com a benção de Lula para furar a bolha.
ALBERTO NETO SURGE COMO FAVORITO DE BOLSONARO
Fortemente ligado a Bolsonaro desde 2024, quando ocupou a “vaga de favorito” no lugar de Coronel Menezes, Alberto Neto leva vantagem na disputa por votos da direita, que pode levá-lo ao Senador e formar a base de oposição a um eventual quarto governo Lula.
Menos alinhado a propostas que favoreçam o Amazonas e mergulhado num pré-candidato ideológico, Alberto Neto não só não esconde sua “missão” de ser soldado do bolsonarismo, como faz questão de captar votos na esteira do que a família Bolsonaro defende como projeto político.
PLÍNIO VALÉRIO, ZEBRA?
Sem candidato a Governo do Amazonas, e bem menos midiático, Plínio Valério marcou o mandato no Senado como franco atirador contra o Governo Lula.
O Tucano Plínio Valério lembra que não era favorito quando foi eleito senador dando o número do CPF na propaganda eleitoral, e também aposta nos votos dos bolsonaristas após se alinhar às pautas da direita.

