A apreensão de 2,5 toneladas avaliadas em R$ 50 milhões nesta sexta-feira (4) em Manaus, tornou-se mais uma polêmica política, após a polícia confirmar que encontrou material de campanha do PL no local onde a droga foi interceptada.
Além do material com as fotos da candidata Maria do Carmo Seffair (PL), e dos candidatos Alfredo Nascimento e Alberto Neto, também do PL, o delegado do caso afirma que encontrou canhotos de títulos de eleitor.
A apreensão resultou na prisão de Rodrigo Soares, conhecido como RC Soares, autodeclarado nas redes sociais coordenador da candidata Maria do Carmo, com quem aparece em vídeos e fotos.
Segundo o delegado Rodrigo Torres, titular do Denarc, o homem preso era investigado desde 2024. “O Rodrigo, o principal alvo, é uma pessoa muito influente por onde ele passa, mas ele não tinha um trabalho desenvolvido nesse sentido para ajudar a comunidade. Ele fundou recentemente um instituto, e aí sim a gente está investigando para ver como funcionava e como ele se mantinha”, afirmou o delegado.

Segundo Torres, a investigação do Denarc será apenas por tráfico. A parte eleitoral cabe à Polícia Federal, e à Justiça eleitoral. Maria do Carmo postou um vídeo gravado por Sargento Salazar (PL), onde ele diz que os adversários Roberto Cidade (UB) e Wilson Lima (UB) estão perseguindo o PL.
Além disso, Maria do Carmo gravou uma coletiva dizendo que não vai aceitar que o nome dela seja contaminado com bandidagem. Ela foi ao MP e negou vínculo com qualquer ilícito. “A gente sempre confiou nas instituições. Não tenho nada a esconder, nada debaixo do tapete”.
RC Soares mantinha vínculo público com o Instituto União, no bairro Aleixo, em Manaus. Veja o vídeo com o material do PL

