Discurso ensaiado, time em campo, a convenção do PT neste fim de semana em Manaus apresentou os candidatos, obviamente fez muitas menções ao presidente Lula e lançou o desafio histórico do partido no Amazonas: superar as diferenças internas e não deixar a direita ocupar espaço.
Sinésio Campos, Zé Ricardo e Anne Moura formam o “carro-chefe” entre os candidatos. Marcelo Ramos, que foi retirado da disputa ao Senado pelo próprio partido segue como nome de forte influência na sigla, todos orbitando ao redor das candidaturas de Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas e à reeleição de Eduardo Braga (MDB) ao Senado.
DOIS DPEUTADOS ESTADUAIS?
E para mostrar ao eleitorado que não está pensando em pouca coisa, o PT lançou Sinésio Campos e Zé Ricardo na corrida pela Assembleia Legislativa do Amazonas. Apesar de 24 vagas disponíveis, ficou a dúvida se ter dois candidatos não vai dividir votos e prejudicar os planos de garantir ao menos um na Casa.
Sinésio e Zé Ricardo são dois filiados ao PT com histórico de embates internos. Mas, pelo menos durante a convenção, não houve atritos. Para Sinésio a campanha é de reeleição. O candidato chegou à convenção fazendo barulho, foi carregado, e na legenda da rede social lembrou uma frase de efeito importante. “Nada disso se constrói sozinho”.
Zé Ricardo tenta trocar a cadeira de vereador pela de deputado estadual. Até então cotado para ser candidato a deputado federal e tentar voltar à Brasília, o “homem da kombi” concordou em se reposicionar no tabuleiro. Deixou claro na legenda da rede social que foi chamado para uma “missão”, deixando o objetivo pessoal para depois.
BRASÍLIA É LOGO ALI?
Ficou com Anne Moura a tocha de tentar levar o PT do Amazonas para a Câmara Federal. Membro do Diretório Nacional e da Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras e ex-secretária nacional de Mulheres. Anne selou o discurso de união que o PT tenta emplacar no Amazonas. “Seguimos construindo uma campanha coletiva”.
Falando em coletividade, ninguém teve de ser mais desprendido do que Marcelo Ramos. Retirado na corrida ao Senado pelo próprio partido, o ex-deputado federal estava lá, ao lado de Omar e Braga, pedindo votos para o senador que agiu pessoalmente para que a Federação Brasil da Esperança, realizada no Clube do Trabalhador (SESI), tivesse apenas um candidato ao Senado.
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