E virou pedra no sapato o discurso da pré-candidata Maria do Carmo (PL), calcado na tese de que seu sucesso como dona da Fametro a credencia a ser uma governadora de sucesso. A nota 1 do Curso de Medicina, carimbo do Ministério da Educação (MEC), reforçada pelas sanções que acabam de ser anunciadas contra seu empreendimento, deixaram a professora e empresária em saia justa.
Adversários e analistas no Amazonas estão usando o péssimo resultado como antídoto contra a bolsonarista, que tentou desqualificar a nota, estratégia que só piorou a reação, uma vez que o MEC, comandado por Carlos Santana, tem o papel e a autoridade constitucional de zelar pela eficiência da Educação e apontar quem não faz o serviço direito.

Além do temor de ser atendido por médicos formados da Fametro, a nota 1 tirou da Fametro uma série de possibilidades de parceria que a instituição privada tem para acessar verba pública do Governo Federal dirigido por Lula, a quem ela critica em seus discursos.
Sem acesso ao Fies, sem poder aumentar o número de alunos, e “batizada” com a reprovação do MEC, Maria do Carmo entrou para uma lista potencialmente danosa para quem precisa convencer o eleitorado de quem tem expertise em administração.
Acompanhada pela Nilton Lins no Amazonas, a inclusão da Fametro na relação foi notícia nacional. Para piorar o cenário, a derrota derruba o discurso de levar o “sucesso” empresarial para a gestão pública.
Cursos de medicina com conceito Enade 1
- Centro Universitário Presidente Sntônio Carlos
- Universidade Brasil
- Universidade do Contestado
- Universidade de Mogi das Cruzes
- Universidade Nilton Lins
- Centro Universitário de Goiatuba Centro Universitário das Américas
- Faculdade da Saúde e Ecologia Humana
- Centro Universitário Ceuni – Fametro
- Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras
- Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul
- Faculdade Zarns – Itumbiara
O QUE DISSE MARIA?
Na tentativa de apagar o fogo, a pré-candidata se defendeu em suas redes sociais, ao dizer que a avaliação não era definitiva. O problema é que o próprio MEC desmentiu esse argumento, e foi além, proibindo a abertura de novos Cursos de Medicina no Brasil.

AMAZONAS VIVE CRISE NA EDUCAÇÃO
No atual governo, o Amazonas enfrenta crises que vão desde denúncias de falta de merenda, à última colocação nas notas do Enem em comparação a todo Brasil.
Recentemente, a tentativa da SEDUC de repassar mais de R$ 1,3 bilhão à uma instituição do Espírito Santo agravou o cenário, a ponto do TCE intervir e mandar suspender a execução do contrato.

Para piorar, o conselheiro Ari Moutinho disse que o orçamento da SEDUC tem sido usado para bancar vida de luxo de empresários, o que reforça a desconfiança de que, entregar o Governo do Amazonas a uma empresária do setor, pode gerar novos riscos ao já sucateado modelo de gestão pública da pasta.
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