O oitavo e último ano do Governo Wilson Lima (UB) tem sido um desafio de governança. Crises por dívidas, suspensão de contrato no TCE por suspeita de irregularidade, pressão por resultados e gastos polêmicas mergulham o governador do Amazonas num voo turbulento. Na lista da amargura estão Seduc, Amazonprev e AADESAM.
R$ 1,3 BILHÃO NA SEDUC
Nos últimos dias a Secretaria de Educação tomou as manchetes do noticiário político por conta de um polêmico contra de R$ 1,3 bilhão barrado pelo TCE. Sem licitação e sem explicação técnica, a tentativa de pagamento de R$ 1,3 bilhão à Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres), gerou críticas de educadores e entrou no radar do Tribunal de Contas do Estado.
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Nem a secretária Arlete Mendonça e nem o governador conseguiram explicar a intenção do acordo, que agora está barrado pelo TCE, até que uma justificativa plausível seja comunicada.
Em contrapartida, chovem denúncias de escolas sem merenda, carga aumentada de trabalho nas escolas, falta de pagamento de benefícios aos professores e ausência de concurso.


ESCÂNDALO DE 390 MILHÕES NA AMAZONPREV
Veio do Fundo de Previdência dos Servidores o maior baque ao Governo do Amazonas em 2026. A Polícia Federal bateu na porta da Amazonprev e anunciou um rombo de R$ 390 milhões.
O que começou com uma transferência de R$ 50 milhões ao Banco Master que sequer foi informada ao Conselho diretivo do Fundo, acabou em afastamento de diretores e a revelação de que as compras milionárias de letras financeiras ocorreram em tempo recorde, um intervalo de apenas 3 horas, conta que ficou escondida por quatro meses dos olhos da sociedade.

A FARDA DA AADESAM
Em janeiro deste ano um extrato de Ata de Registro de Preços n°015/2025 publicado pela Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) chamou a atenção para mais um gasto exorbitante.
O documento exposto no Diário Oficial do Estado (DOE), autoriza a contratação de uma empresa privada para o fornecimento de camisetas e outras peças de vestuário institucional, com valor global estimado em R$ 7.100.000,00 (Sete milhões e cem mil reais).
Apesar do montante elevado, o extrato não informa quantidades, tipos de peças, valores unitários nem critérios objetivos de distribuição.

Em ano eleitoral, a série de polêmicas criou desgaste com servidores públicos, que enchem as redes sociais do governador de cobranças, todas ignoradas e capazes de criar um ambiente de estabilidade que muitos adversários políticos apontam como principal fator para Wilson ter desistido, até agora, de ser candidato ao Senado.

