A Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc-AM), firmou mais um contrato milionário que levanta sérias suspeitas e coloca a gestão da secretária Arlete Mendonça no centro de mais uma grave polêmica. Recentemente a SEDUC-AM ganhou um vergonhoso título para o Amazonas: o de pior educação do Brasil.
O título foi dado pelas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, do Centro de Liderança Pública (CLP), baseado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Desta vez, faltando um pouco mais de 2 meses, para encerrar o ano letivo dos alunos das escolas estaduais do Estado. A Seduc resolveu gastar R$ 2,7 milhões em microcomputadores na empresa Suprihouse Informática Comercio e Serviços Ltda através do contrato n° 105/2025.
Confira o documento

O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) e assinado pelo coordenador de contratos e convênios, Robert Correa. Ainda, no próprio extrato, a Seduc informa que a vigência é apenas três meses. Vale ressaltar que, o ano letivo encerra no dia 15 de dezembro, conforme o próprio calendário da Seduc.
O valor total do Contrato é de R$ 2.718.000,00 (Dois milhões, setecentos e dezoito mil reais).
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Seduc gasta R$ 2,7 milhões sem explicação
A equipe de reportagem do Portal Política Franca, buscou por mais informações a respeito desse gasto milionário a pouco tempo de finalizar o ano letivo. Em consulta no Portal da Transparência do Governo, a Seduc apenas informa que.
“A justificativa para a realização deste estudo técnico preliminar reside na necessidade de Contratação de Pessoa Jurídica para Aquisição de Equipamentos de Tecnologia da informação – TI, do tipo computadores, para as necessidades do Programa Escolas em Tempo Integral – ETI, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar – SEDUC, por meio de Ata de Registro de Preço nº 0247/2024-1-e-Compras/AM”.


Não há mais informações sobre quais estudos e trabalhos os alunos vão realizar. A falta de uma justifica clara, para um gasto tão grotesco levanta questionamentos de, para onde, de fato, esse valor está sendo direcionado.
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Dados da empresa contratada
A empresa com a razão social Suprihouse Informática Comercio e Serviços Ltda, tem o nome fantasia Suprihouse Informática, opera com o CNPJ 04.519.119/0001-26 e foi fundada em 2001. O endereço de sua sede está localizada na Rua Quinto Curcio, 65 – Adrianópolis, Manaus. Sua atividade principal é de Comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática.

A empresa possui capital social de R$ 2,4 milhões e pertence a Charles de Carvalho Nunes e Alfredo Assante Dias Junior.

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NOTA
A reportagem solicitou esclarecimentos à Secretaria de Educação escolar sobre essa contratação milionária.
Em resposta a Seduc afirmou que.
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar informa que foi realizado um processo licitatório, onde a empresa citada, cumpriu todos os requisitos obrigatórios previstos em Lei e se consagrou vencedora. Vale ressaltar que a necessidade da administração pública não se esgota com o fim do ano letivo, mas se projeta para os anos subsequentes, inclusive com a preparação para o próximo ano letivo. Desta forma, a aquisição destes materiais não fere ou infringe os princípios da Lei nº 14.133/2021 e os objetivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96 – LDB). Computadores, tanto para uso administrativo quanto pedagógico, possuem uma vida útil que o mercado e órgãos de controle estimam em, tipicamente, quatro a cinco anos. Com a aquisição dos novos computadores, mais de 13 mil alunos deverão ser beneficiados em 29 escolas da capital e do interior.

