Um levantamento realizado pela equipe do Política Franca, mostra que a Conselheira-Presidente, Yara Amazônia Lins do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), deixou 4.264 processos parados na Corte, sem nenhuma explicação.
O levantamento foi realizados através de Consultas no Portal da Transparência do TCE-AM: Domicílio Eletrônico de Contas. Além de verificação no Relatório de Controle Fiscal. Entre o biênio 2018-2019 e 2024 (atualmente).
- Em 2018: 2.837 processos ficaram sem ser analisados
- Em 2019: 1.388 também sem analise.
- Em 2024: 39 processos ficaram pendentes.



Vale ressaltar que, a Conselheira Yara Lins assumiu o Tribunal pela primeira vez no biênio 2018-2019, após ser votada em 2017 pelos conselheiros. Em dezembro de 2023, Yara voltou a ser candidata e ganhou a votação para o biênio 2024-2025 e em novembro do ano passado já foi reeleita para presidir a Corte em 2026-2027.
A quantidade de processos sem uma analise jurídica, levanta sérias suspeitas e abre questionamentos sobre a gestão da Conselheira Yara Lins.
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Yara Lins e o escândalo de R$ 625 mil em olimpíadas
Em setembro, o Tribunal de Contas foi alvo de uma polêmica por desembolsar R$ 625 mil para financiar a participação de 130 servidores da Corte na edição 2025 das Olimpíadas dos Servidores dos Tribunais de Contas (OTC), realizada entre 24 e 31 de agosto, em Foz do Iguaçu (Paraná).
Somente com as inscrições dos servidores o TCE-AM, gastou o montante de R$ 442 mil – o que representa R$ 3,4 mil por servidor. Esse valor incluiu traslado para os eventos, jantar de abertura em churrascaria e sete diárias no Resort Grand Carimã, conhecido por hospedar presidentes, governadores e celebridades.
Entenda como ocorreu os gastos do Tribunal
Além do valor de R$ 442 mil das inscrições, o Tribunal desembolsou R$ 51,6 mil para uniformes, R$ 58,2 mil para fisioterapia esportiva e R$ 59,7 mil para treinadores em modalidades como futebol society, futsal, vôlei e basquete.
Os 130 servidores tiveram acesso a serviços de ventosaterapia, acupuntura, liberação miofascial, quiropraxia e banheira de gelo, além de relatórios de acompanhamento sobre os atendimentos realizados.
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NOTA
A equipe de reportagem do Portal Política Franca encaminhou para o Tribunal de Contas um e-mail questionando esses processos parados.

Até a publicação da reportagem nenhum retorno foi dado. O espaço continua.

